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OS PARASITAS INTESTINAIS (VERMES)

 

Os pombos são frequentemente parasitados por vermes redondos, do género dos Ascarídeos e Capilária e com menos frequência por vermes achatados do género das Ténias.

No caso dos vermes redondos, o contágio efectua-se pela via digestiva, através da ingestão de alimentos e água de bebida contaminados por fezes de pombos parasitados.

Os parasitas do género dos Ascarídeos são, vermes redondos, de cor branca, pontiagudos nas duas extremidades, medindo vários centímetros de comprimento e que habitam no intestino delgado.

Os ovos postos pelos vermes adultos, são eliminados juntamente com as fezes dos hospedeiros e necessitam de condições favoráveis para sobreviverem no exterior (calor e humidade). Logo após ser ingerido por outro pombo, verifica-se a eclosão deste ovo, dando origem a uma larva, a qual utilizando os vasos sanguíneos como vias de comunicação, pode migrar por todo o organismo, o fígado inclusive.

Este trajecto através dos diferentes tecidos provoca graves perturbações, especialmente ao nível do intestino, o qual deixa de conseguir assegurar de forma eficaz as suas funções na assimilação de nutrientes.

Para agravar a situação, os próprios ascaris consomem parte significativa dos alimentos já digeridos presentes ao nível do intestino delgado, agravando ainda mais as carências nutricionais.

Os parasitas do género Capilária, são vermes de cerca de um centímetro e meio de comprimento cujo finíssimo diâmetro os torna praticamente invisíveis a olho nu, estes vermes vivem na parede do intestino delgado, provocando um emagrecimento considerável acompanhado de uma diarreia esverdeada, de uma plumagem frágil e de sede intensa.

Como é de calcular estas desordens internas, como a inflamação e lesões intestinais, são altamente debilitantes, e responsáveis pelo aparecimento de um estado de fadiga e de depleção de reservas nutricionais e energéticas essenciais em várias fases da vida do pombo (estação desportiva, muda, etc…).

Os vermes achatados (Ténias) possuem a particularidade de se alimentarem directamente do conteúdo intestinal do pombo parasitado, visto eles próprios não possuírem aparelho digestivo.

Pelo motivo atrás apresentado, o seu ciclo de vida necessita para se completar da existência de um hospedeiro intermediário disponível (minhoca da terra, caracol, lesma, mosca ou insecto rastejante), facto que limita as possibilidades de disseminação.

Para além do exame das fezes ao microscópio, a presenças destes parasitas pode ser revelada pela observação directa dos mesmos ou de partes do seu corpo (proglotes) pendentes no ânus do pombo.

 

 

Os sintomas gerais

O principal sintoma que nos deve fazer desconfiar da presença destes parasitas, consiste no aparecimento de uma simples diarreia de carácter intermitente que aos poucos se torna crónica e que, em função do aumento do número de vermes redondos pode alterar a sua cor para castanho-escuro com ou sem laivos de sangue.

Outro sintoma quase constante é o emagrecimento acentuado da ave, levando ao desaparecimento dos músculos peitorais e à saliência do osso do esterno (configuração popularmente conhecida como a “Faca”), acompanhado por um enfraquecimento da plumagem.

O estádio seguinte é a morte.

Na autopsia o intestino pode apresentar-se totalmente bloqueado por um rolhão de Ascarideos ou mesmo apresentar perfurações.

O tratamento da ascaridiose e da capilariose

As infestações por vermes redondos são de tal forma frequentes, que se torna necessário efectuar desparasitações com regularidade. Como regra geral podemos considerar 2 meses como intervalo de tempo ideal entre duas desparasitações sucessivas, consideram-se como excepções a esta regra, as seguintes situações:

§  Os dias em que antecedem o desmame dos borrachos,

§  No período de incubação dos ovos (choco),

§  Um mês antes do inicio da estação desportiva, (para favorecer a obtenção de uma boa forma),

§  Em todos os casos em que se confirme a infestação por vermes,

Em todas elas devemos tornar a desparasitar os pombos.

O tratamento consiste na administração de cloridrato de tetramisol na dose de 2 colheres das de chá (5ml) por cada litro de água de bebida, administrado num único tratamento (1dia).

Caso se suspeite de contaminação por vermes capilária, recomenda-se efectuar um segundo tratamento na mesma dose, uma semana mais tarde.

O tratamento curativo contra os ascaris e as capilárias pode ser vantajosamente completado por um ou dois tratamentos de reforço efectuados com intervalos de três semanas.

Relembremos aqui que os tratamentos com recurso à piperazina ainda hoje em dia utilizados, não apresentam uma acção eficaz sobre os vermes capilária.

Para tratamento individual recomenda-se a utilização de levamisol que na posologia de um só comprimido, em toma única, permite eliminar capilárias e áscaris em 4H.

O princípio activo destas duas especialidades é absorvido quase de imediato logo após a sua ingestão, vindo a ser posteriormente libertado ao nível do intestino, embora alguns pombos possam apresentar vómitos passado algum tempo sobre a sua ingestão, este é perfeitamente inofensivo.

Pode-se reduzir a incidência do vómito se os pombos efectuarem um jejum nas 12 horas que antecedem a toma de levamisol.

O tratamento da ascaridiose, da capilariose e das ténias

 Em todo o arsenal terapêutico europeu disponível na actualidade, existe um único medicamento capaz de tratar de forma eficaz e simultânea estas três parasitoses: levamisol+niclosamina.

Com efeito o levamisol + niclosamina permite, através da administração de um só comprimido, e respeitando as condições de jejum prévio atrás recomendadas, eliminar todos os parasitas intestinais do pombo.

Os vermífugos propostos pelos laboratórios MOUREAU, são absolutamente isentos de qualquer actividade nefasta ao seu crescimento da pena ou sobre a vitalidade dos embriões, o que permite a sua administração durante a muda, a época de acasalamentos e o aleitamento dos borrachos.

As medidas de acompanhamento

Após as desparasitação de toda a colónia (efectuada simultaneamente), e durante cada um dos três dias seguintes, deve-se efectuar uma limpeza cuidadosa do pombal, de modo a evitar uma nova reinfestação dos pombos, através da contaminação pelos ovos dos vermes eliminados nas fezes dos pombos.

Uma vez que, uma alimentação rica em vitamina A e do grupo B, favorece o aumento da resistência ao parasitismo, FLORATONYL com extracto de fígado está aqui como no caso da coccidiose, particularmente indicado para promover a reparação da mucosa intestinal, e compensar o organismo do pombo do desgaste nutricional provocado pelos parasitas, encurtando simultaneamente o tempo de convalescença e de recuperação da forma. Recomenda-se a sua utilização na posologia de 20 gotas por cada litro de água bebida até à normalização dos sinais clínicos.

 

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