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HARPAGOPHITUM PROCUMBENS

 

Um pouco de história

O Harpagophytum procumbens, também denominado de “Unha do diabo”, é uma planta natural da África do Sul, onde cresce naturalmente nas regiões de bordejam o Kalahari.

A medicina tradicional dos bosquímanes, há muito que recorre às raízes secundárias do Harpagophytum procumbens  no tratamento de diferentes patologias, e muito em particular no alívio e tratamento de dores articulares.

Esta planta pertence à família das Pedaliaceae. O nome comum advém da forma particular do fruto desta planta, que se assemelha a uma garra.

Desde à mais de um século, diversas preparações à base de Harpagophytum procumbens  têm sido utilizadas na Europa tendo-se tornado produtos de utilidade reconhecida no auxilio ao alívio das dores de origem articular.

O Comité Científico Europeu de Fitoterapia (ESCOP) recomenda os produtos à base de xx para o alívio das dores artrósicas e das dores dorsais.

HARPAGOPHYTUM PROCUMBENS

Em detalhe

O Harpagophytum procumbens  é rico em diversas compostos (fitosterois, ésteres, triterpenos, flavonoides, fenóis e iridoides). Mas as suas propriedades antiálgicas e anti-reumatismais, estão, sabe-se hoje sem dúvida associadas à presença de iridoides, de entre as quais se destacam em particular: o procumbide e o harpagósido.

         

Os estudos in vitro vieram a demonstrar que os preparados à base de Harpagophytum procumbens  apresentam uma actividade marcada sobre a cascata inflamatória:

Comprovada actividade sobre a inflamação:

- o Harpagophytum procumbens  participa na diminuição de mediadores da inflamação, como a IL-1b, IL-6 e TNFalpha (1);

- o estudo das propriedades farmacocinéticas dos extractos de Harpagophytum no homem e dos seus efeitos sobre a síntese dos eicosanoides in vitro e ex vivo, demonstrou existir uma relação estreita entre as quantidades de harpagósido e a inibição da síntese dos leucotrienos (dose entre 400 a 1800 mg, administradas oralmente) em indivíduos adultos do sexo masculino (2).

- um outro estudo (2003) demonstrou que o extracto de Harpagophytum procumbens  suprime a síntese de PEG2 e a produção de óxido nítrico ao actuar sobre a ciclo-oxigenase 2 (3).

 

Em resumo: os diversos estudos in vitro demonstraram que os preparados à base de Harpagophytum procumbens ricos em harpagósido e outros iridoides intervêm  na cascata inflamatória, pelo mesmo mecanismo dos AIN´s (1) (2):

·         Diminuindo a síntese da prostaglandina E2 (PGE2) e do óxido nítrico, através da inibição da ciclo-oxigenase-2 (COX2),

·         Diminuindo a síntese dos leucotrienos, por actuação sobre a lipo-oxigenase,

·         Diminuindo a síntese das citoquinas: interleucina-1 (IL-1) e TNFα,

·         Pela demonstrada actividade anti-oxidante. 

 

 

Comprovada actividade anti-álgica (sobre a dor):

 

 

 

·         No homem

·         Estudo randomizado e duplamente cego, comparando a eficácia do Harpagophytum com a do rofecoxib no tratamento das dores dorsais.

·         88 pacientes repartidos por 2 grupos de 44.

·         1º grupo recebeu 60mg de harpagosido/dia durante 6 semanas (Harpagophytum procumbens)

2º grupo recebeu 12,5mg/dia de rofecoxib durante 6 semanas

Resultados: à 6 semana, 10 de um grupo de 15 pacientes do grupo do Harpagophytum procumbens  já não apresentavam mais sintomas de dor, comparativamente a 5 de um grupo de 15 do grupo rofecoxib. (método exacto de Fisher, valor P bilateral = 0,257).

Os resultados demonstraram que a actividade anti-álgica do Harpagophytum procumbens  é comparável à do rofecoxib perante uma lombalgia crónica não especifica.

Um estudo conduzido em ratos e ratinhos, concluiu que o grau de actividade analgésica e anti-inflamatória  exercida pelos extractos de Harpagophytum procumbens, era dose dependente. A mesma só era real nos preparados que apresentavam concentrações iguais ou superiores a 50mg de harpagósido , o principal glico-iridoide, presente nos extractos de Harpagophytum procumbens, ao qual está intimamente associada este tipo de actividade (8).  O autor concluiu igualmente, que as tratamentos à base de Harpagophytum procumbens  estariam sujeitas a um menor grau de risco de efeitos adversos, do que o verificado com tratamentos à base de analgésicos sintéticos (9).

O EFEITO DO HARPAGOPHYTUM PROCUMBENS NA OSTEOARTRITE

A partir do momento em que ficaram comprovadas as propriedades analgésicas e anti-inflamatórias  do Harpagophytum procumbens, que se esperava com alguma expectativa pela demonstração dos benefícios do seu uso em caso de osteoartrite.

Um estudo clínico, duplamente-cego, randomizado e multicentrico realizado durante 4 meses, numa população de 122 pacientes padecendo de osteoartrite, demonstrou que 435mg do pó de Harpagophytum procumbens  possuíam uma actividade idêntica a 100mg de diacerhein no tratamento desta patologia. Constatou-se simultaneamente que, a frequência de efeitos adversos (i.e. diarreia)era significativamente inferior no grupo tratado com do Harpagophytum procumbens. A tolerância global, avaliada pelos pacientes, foi nitidamente favorável ao grupo tratado com o pó de Harpagophytum procumbens (11).

Um outro estudo clínico que decorreu em paralelo, igualmente duplamente-cego, randomizado e multicentrico realizado numa população de 122 pacientes padecendo de osteoartrite da anca ou do joelho, demonstrou que doses elevadas de Harpagophytum procumbens eram tão efectivas quanto a diacerhein, no tratamento da osteoartrite da anca ou do joelho. (12)

Foi demonstrada a eficácia dos preparados à base de Harpagophytum procumbens em 75 casos de pacientes que sofriam de artrite e dor na região lombar inferior (fundo das costas). Este grupo apresentou melhorias em: 45,5% na redução da dor à palpação, 35% no alívio da redução da mobilidade e 25,4% na redução da crepitação articular. Foram repostados 2 casos de efeitos adversos com queixas de dispepsia e sensação de enfartamento.

EVENTUAIS EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos que foram até à data associados à toma dos extractos secos de Harpagophytum procumbens, foram: perca de apetite, redução do paladar, e raros casos de reacção alérgica à substância (dificuldades respiratórias, edema da face, dos lábios ou da língua).

Ficou igualmente demonstrado que o Harpagophytum procumbens induz um aumento da secreção gástrica (acidez), o que leva à sua contra-indicação em caso de úlcera gástrica ou duodenal.

Foi igualmente demonstrado que o Harpagophytum procumbens interfere com a warfarina. (4) Em virtude do que os preparados à base de Harpagophytum procumbens não devem ser administrados  em simultâneo com terapias à base de anti-coagulantes ou de anti-agregantes plaquetários. (5)

 Referências bibliográficas:

 

(1) Chrubasik S, Model A, Black A, Pollack S: A randomized double-blind pilot study comparing Doloteffin and Vioxx in the treatment of low back pain 2003. Rheumatology, 42: 141-148.

(2) Pearson W: Ethnoveterinary Medicine: The science of Botanicals in equine health and disease 2004. Proceedings of the 2nd European Equine Nutricion & Health Congress, Mar. 19-20.

3. Leung AY, Foster S. Encyclopedia of Common Natural Ingredients Used in Food, Drugs, and Cosmetics, 2d ed. New York: John Wiley & Sons, 1996, 208–10.

4. Izzo AA, Di Carlo G, Borrelli F, Ernst E Cardiovascular pharmacotherapy and herbal medicines:  the risk of drug interaction. Int J Cardiol. 2005 Jan;98(1):1-14.

5.  Argento A. et al, Oral anticoagulants and medicinal plants. An emerging interaction Ann Ital Med Int 2000 Apr-Jun;15(2):139-43.

6. Betancor-Fernandez A et al, Screening pharmaceutical preparations containing extracts of turmeric rhizome, artichoke leaf, devil's claw root and garlic or salmon oil for antioxidant capacity.

J Pharm Pharmacol. 2003 Jul;55(7):981-6.

7. Jang MH et al, Harpagophytum procumbens suppresses lipopolysaccharide-stimulated
expressions of cyclooxygenase-2 and inducible nitric oxide synthase in fibroblast cell line L929. J
Pharmacol Sci. 2003 Nov;93(3):367-71.

8. Lanhers MC Anti-inflammatory and analgesic effects of an aqueous extract of Harpagophytum procumbens. Planta Med. 1992 Apr;58(2):117-23.

9. Chrubasik S.Devil's claw extract as an example of the effectiveness of herbal analgesics Orthopade. 2004 Jul;33(7):804-8.

10. Kundu JK et al, Inhibitory effects of the extracts of Sutherlandia frutescens (L.) R. Br. and Harpagophytum procumbens (Devil's Claw). on phorbol ester-induced COX-2 expression in mouse skin: AP-1 and CREB as potential upstream targets. Cancer Lett. 2005 Jan 31;218(1):21-31.

11. Chantre P, Efficacy and tolerance of Harpagophytum procumbens versus diacerhein in treatment of osteoarthritis. Phytomedicine. 2000 Jun;7(3):177-83 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11143915

12. Leblan D et al, Harpagophytum procumbens (Devil's Claw) in the treatment of knee and
hip osteoarthritis. Four-month results of a prospective, multicenter, double-blind trial versus diacerhein. Joint Bone Spine. 2000;67(5):462-7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11185727

13. Harpagophytum procumbens in the treatment of knee and hip osteoarthritis. Four-month results of a prospective, multicenter, double-blind trial versus diacerhein. Leblan D, Chantre P, Fournié B.. Joint Bone Spine. 2000;67(5):462-7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11143915

                                                         

 

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